UI/UX em jogos digitais: o que o mercado exige hoje e quem já está à frente

Por : Sarah Ramirez Cortez

O mercado de UI/UX em jogos digitais continua ativo e relevante, mas passou por uma mudança importante nos últimos anos. Depois de um período de forte expansão, impulsionado pelo crescimento dos jogos mobile, dos modelos “games as a service” e pelo aumento do consumo digital, o setor entrou em uma fase mais madura e mais exigente.

Hoje, as empresas continuam contratando, mas procuram profissionais com alto nível técnico, visão estratégica e domínio real das ferramentas da indústria. Não basta mais apresentar telas visualmente bonitas. O mercado quer designers que entendam profundamente o comportamento do jogador, que saibam trabalhar com dados, que dominem engines como Unity e Unreal e que consigam transformar decisões de design em soluções técnicas implementáveis. Além disso, equipes estão mais enxutas e os papéis mais especializados. O profissional de UI/UX deixou de ser apenas “o responsável pela interface” e passou a ser peça estratégica dentro do desenvolvimento: alguém que impacta retenção, engajamento, clareza de gameplay e até monetização.

Nesse cenário mais competitivo, destacar-se exige três pilares principais: especialização, experiência prática em projetos reais e capacidade de integrar design e tecnologia.

É nesse contexto que o brasileiro Nelson Pereira Neto se consolida como exemplo de profissional que soube evoluir junto com o mercado. Com cerca de dez anos de atuação em UI/UX para jogos digitais, Nelson construiu carreira internacional focada especialmente em interfaces para jogos de ação, um dos gêneros mais desafiadores em termos de clareza visual, ritmo e tomada rápida de decisão.

Atuando como consultor e diretor de UI/UX, ele colabora diretamente com estúdios como a Gunfire Games, no Texas, e a Grinding Gear Games, na Nova Zelândia. Seu trabalho envolve desde a concepção visual até a implementação técnica de sistemas completos de interface.

Entre os títulos em que contribuiu estão Darksiders III, Remnant: From the Ashes, Remnant II e Path of Exile, franquias com milhões de jogadores ao redor do mundo

O diferencial de Nelson está na criação de ferramentas e soluções customizadas que facilitam o fluxo de desenvolvimento dentro dos estúdios. Em vez de apenas desenhar telas, ele estrutura sistemas escaláveis de UI, algo fundamental para jogos que recebem atualizações constantes e expansões ao longo dos anos.

Sua trajetória ilustra uma tendência clara do mercado atual: prosperam os profissionais que conseguem unir visão artística, conhecimento técnico e entendimento estratégico da experiência do jogador. Em vez de atuar apenas como designers visuais, tornam-se arquitetos de sistemas de interface.

Para quem deseja seguir carreira em UI/UX para jogos, o recado é direto. O mercado continua promissor, mas exige preparo. Construir um portfólio focado em jogos, dominar ferramentas da indústria, participar de projetos reais como game jams ou colaborações independentes e desenvolver capacidade analítica são passos essenciais.

A experiência de Nelson Pereira Neto mostra que, mesmo atuando a partir do Brasil, é possível liderar projetos em estúdios internacionais e tornar-se referência em um setor altamente competitivo. Em um mercado mais seletivo, destacam-se aqueles que não apenas acompanham as mudanças, mas evoluem com elas.

 

 

By Nexo Gamer